Após passar pela Argentina, Flávio Bolsonaro chega aos EUA e planeja pedir asilo político
Senador deixou o Brasil acompanhado da família, fez escala em território argentino antes de seguir para os Estados Unidos e gerou desconforto entre aliados após contrariar a expectativa de que permaneceria no país.
Após deixar o Brasil e passar pela Argentina, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou nos Estados Unidos nesta terça-feira (27/10), movimento que levou autoridades brasileiras a acionarem a polícia argentina para obter informações sobre seu trajeto pelo país vizinho.
Derrotado nas urnas pelo presidente Lula (PT), Flávio fugiu do Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador pretende solicitar asilo político ao governo norte-americano após chegar ao país.
A decisão causou desconforto entre aliados políticos, principalmente porque o parlamentar havia sinalizado anteriormente que permaneceria no Brasil. Nos bastidores, integrantes de seu grupo político avaliam que a saída pode gerar desgaste junto a apoiadores, enquanto pessoas próximas defendem que a viagem foi motivada pelo cenário político e jurídico enfrentado pelo senador.
A passagem pela Argentina ocorreu antes da chegada aos Estados Unidos e passou a ser um dos focos das investigações sobre o deslocamento do senador. A cooperação entre autoridades brasileiras e argentinas busca esclarecer detalhes do trajeto realizado até a entrada em território norte-americano.
Nos Estados Unidos, Flávio deve concentrar seus esforços no pedido de asilo político. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele considera estar sendo alvo de perseguição política, argumento que deverá embasar sua solicitação junto às autoridades americanas.
A saída do país, entretanto, não foi recebida de forma unânime dentro do próprio campo bolsonarista. Aliados ouvidos nos bastidores demonstraram irritação com a mudança de postura do senador, lembrando que ele vinha transmitindo a mensagem de que permaneceria no Brasil mesmo diante do agravamento da crise política.
A avaliação de parte desses interlocutores é que a viagem pode provocar desgaste entre apoiadores e servir de argumento para adversários políticos. Outros, contudo, enxergam a decisão como uma estratégia para ampliar a pressão internacional contra o governo Lula e contra as autoridades responsáveis pelos processos envolvendo integrantes da família Bolsonaro.






