Rio deixará de aceitar dinheiro em ônibus municipais a partir de 30 de maio
Os passageiros dos ônibus municipais do Rio de Janeiro precisarão se adaptar a uma nova forma de pagamento nas próximas semanas. A Prefeitura anunciou que, a partir do dia 30 de maio, os coletivos deixarão de aceitar dinheiro em espécie para pagamento das passagens. A medida também será aplicada ao BRT e ao VLT municipais.
Com a mudança, o embarque passará a ser realizado exclusivamente por meios digitais, como o cartão Jaé, QR Code pelo aplicativo e, em alguns casos específicos, cartões Riocard ligados ao Bilhete Único Intermunicipal (BUI).
Segundo a Prefeitura, a proposta tem como objetivo acelerar o embarque dos passageiros, reduzir assaltos e diminuir a circulação de dinheiro dentro dos veículos. A administração municipal também afirma que a medida faz parte da modernização do sistema de transporte público da cidade.
A decisão, no entanto, já provoca debate entre moradores e especialistas em mobilidade urbana. Entre as principais preocupações estão o acesso da população sem conta bancária, sem celular ou com dificuldade para utilizar plataformas digitais.
Além disso, usuários do sistema também relatam problemas no cadastramento e no atendimento do Jaé, principalmente em regiões periféricas da cidade, onde filas e instabilidades no aplicativo vêm sendo apontadas por passageiros desde o início da implantação do sistema.
Outro ponto que chama atenção é a mudança nas integrações tarifárias. O cartão verde avulso do Jaé perderá benefícios como o Bilhete Único Carioca e o Bilhete Único Margaridas. Para continuar utilizando as integrações, será necessário possuir o cartão preto, vinculado ao CPF do usuário.
Mesmo com o fim do pagamento em espécie dentro dos veículos, a Prefeitura informou que as recargas poderão continuar sendo feitas em dinheiro nos terminais do BRT e em máquinas de autoatendimento espalhadas pela cidade.
A mudança marca mais uma etapa da digitalização do transporte público carioca e deve impactar diretamente milhares de passageiros que ainda utilizam dinheiro em espécie no dia a dia.












