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Hantavírus acende alerta mundial após mortes em cruzeiro no Atlântico

Doença transmitida principalmente por roedores silvestres segue sob monitoramento da OMS e preocupa autoridades de saúde

Atualizado em 14/05/2026 às 11:05, por Rafael Santos.

O hantavírus voltou ao centro das atenções após a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitorar um possível surto registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico, onde passageiros morreram e outros apresentaram sintomas respiratórios graves. A doença, considerada rara, é causada por vírus da família Hantaviridae e pode provocar complicações pulmonares severas.

O vírus foi identificado inicialmente na Ásia e na Europa, mas ganhou notoriedade internacional após um grande surto nos Estados Unidos, em 1993. No Brasil, os primeiros casos confirmados surgiram também na década de 1990, principalmente em regiões rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo especialistas, o hantavírus permanece em estágio de vigilância epidemiológica. A OMS informou recentemente que não há indícios de um grande surto global, apesar do aumento de casos ligados ao cruzeiro internacional.

A principal forma de transmissão ocorre pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores infectados. A contaminação acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas suspensas no ar durante a limpeza de locais fechados e pouco ventilados, como depósitos, galpões e celeiros.

Em situações raras, algumas variantes do vírus podem apresentar transmissão entre humanos, hipótese investigada pela OMS no caso do navio MV Hondius.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, cansaço, dor de cabeça e tontura. Em quadros mais graves, a doença evolui rapidamente para dificuldade respiratória intensa e insuficiência pulmonar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 2,4 mil casos de hantaviroses entre 1993 e março de 2026, com elevado índice de mortalidade em alguns períodos.

As autoridades de saúde recomendam medidas simples para evitar a contaminação, como manter ambientes limpos, armazenar alimentos corretamente, evitar acúmulo de lixo e impedir a entrada de roedores nas residências.

Outra orientação importante é não varrer locais com fezes secas de ratos. O ideal é umedecer o ambiente com solução de água sanitária antes da limpeza, reduzindo o risco de partículas contaminadas se espalharem pelo ar.

Especialistas reforçam que a informação e a prevenção continuam sendo as principais formas de combater a doença e evitar novos casos no país.