Programa Planta+Rio da prefeitura conta com participação dos moradores para levar mais árvores às ruas da cidade
Programa da Prefeitura permite pedidos pelo 1746 e tenta reduzir desigualdade de arborização entre bairros nobres e periferia
A Prefeitura do Rio está ampliando o programa Planta+Rio, que permite aos próprios moradores solicitarem o plantio de árvores em ruas e bairros da cidade. Desde o lançamento, o projeto já recebeu mais de 250 pedidos, número que cresce diariamente e indica maior interesse da população em participar das ações ambientais do município.
Apesar do avanço, a quantidade de solicitações ainda é pequena diante da necessidade real do Rio de Janeiro, especialmente em regiões que sofrem mais com o calor intenso e a falta de sombra, como bairros das zonas Norte e Oeste. Por isso, a Prefeitura reforça o chamado para que moradores indiquem áreas com potencial para novos plantios.
Entre os bairros com maior adesão ao programa estão Campo Grande, Lins de Vasconcelos, Tijuca, Botafogo e Copacabana. Para participar, o processo é simples: basta ligar para o número 1746, informar o endereço e sugerir um local adequado para o plantio. Técnicos da Prefeitura realizam uma vistoria para avaliar a viabilidade e definir a espécie mais indicada. Entre as árvores utilizadas estão ipês, ingá-branco, escumilha, jasmim-manga e vacum, todas adaptadas ao ambiente urbano.
Atualmente, a Prefeitura recebe cerca de mil pedidos de plantio por ano, mas a meta do Planta+Rio é ampliar significativamente esse número e alcançar 200 mil novas mudas até 2028. Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, os moradores terão papel central no programa, acompanhando e cuidando das árvores plantadas em suas comunidades.
Dados oficiais apontam uma desigualdade histórica na distribuição de áreas arborizadas na cidade: regiões consideradas nobres concentram mais árvores do que bairros periféricos. Um vídeo recente divulgado nas redes sociais reforçou essa diferença ao comparar ruas arborizadas da Zona Sul com avenidas quase sem árvores na Zona Norte. O debate reacende a discussão sobre a arborização urbana como uma questão de justiça ambiental.












