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"Eles ja derrubaram minha barraca mais de 10 vezes"; comerciantes é alvo constante de operações policias no Complexo do Chapadão

Mario, Orlando, Vendedor, tenta manter seu negócio de pé e sustento da família. Mas com diversas operações fica dificil

Atualizado em 12/01/2026 às 11:01, por Fernanda Lima e Rafael Costa.

Foto: Fernanda Lima

Comerciante coloca biscoitou sobre entulho para vender

Produção textual e colaboração: Rafael Costa/ Voz das Comunidades

No Mirante do Gogó, ponto turístico do Complexo do Chapadão, o comerciante Mário Orlando da Silva, de 30 anos, começou a vender biscoitos em 2022, usando uma tábua de passar como balcão, no mesmo período em que o Cristo Redentor do Chapadão passou a atrair mais visitantes. Com o aumento do movimento, ele ampliou o negócio e passou a vender também bebidas.

O que ele não contava era que seu negócio viraria alvo constante da polícia. Sempre que há operação na região, sua barraca é derrubada pelos agentes. Ele relata sofrer episódios de violência quase sempre quando as operações ocorrem.

Eles vem aqui e quebram tudo, danificam tudo. Eles já derrubaram a minha loja mais de dez vezes. A última vez foi em dezembro.

denuncia o vendedor


 



O Complexo do Chapadão atravessa constantes operações policiais. Em dezembro de 2025, a barraca foi totalmente destruída. Desde então, o comerciante voltou a vender apenas biscoitos, apoiando-se nos entulhos que restaram. Para Mario, o motivo do seu negócio ser alvo constante é que os agentes acham que ele vende entorpecentes. “O Estado tem que aprender que nem tudo que tem na favela é ligado ao tráfico. Essa barraca é do meu suor. Minha luta”, desabafa.
Mário mora sozinho na comunidade da Criança, em Anchieta, próxima ao Cristo do Chapadão. Ele enfrenta dificuldades para cuidar da mãe, Efigênia da Silva, de 64 anos, que tem problemas de saúde e faz uso de fraldas geriátricas. “Sempre estou visitando minha mãe, preciso dar banho nela e trocar as fraldas. Ele ainda relata que a mãe está há três anos na fila do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) aguardando uma cirurgia. “O meu sustento vem do comércio, e ficar sem trabalhar afeta a minha família. Assim eu não consigo cuidar da minha mãe”, afirma.

Mario relata que o ponto turístico costuma ficar movimentado à noite, o que às vezes garante uma média de cerca de R$ 200. Mas com as ações policiais constantes, as vendas são diretamente atingidas. “Agora, com operação policial quase todos os dias, fica difícil trabalhar aqui. Eu espero que nesse novo ano, o Estado não venha mais danificar minha fonte de renda. Porque está extremamente chato, está sendo prejudicial a mim e à minha família. É daqui que eu tiro meu sustento”, relata.

Mário mora sozinho na comunidade da Criança, em Anchieta, próxima ao Cristo do Chapadão. Ele enfrenta dificuldades para cuidar da mãe, Efigênia da Silva, de 64 anos, que tem problemas de saúde e faz uso de fraldas geriátricas. “Sempre estou visitando minha mãe, preciso dar banho nela e trocar as fraldas. Ele ainda relata que a mãe está há três anos na fila do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) aguardando uma cirurgia. “O meu sustento vem do comércio, e ficar sem trabalhar afeta a minha família. Assim eu não consigo cuidar da minha mãe”, afirma.

Mario relata que o ponto turístico costuma ficar movimentado à noite, o que às vezes garante uma média de cerca de R$ 200. Mas com as ações policiais constantes, as vendas são diretamente atingidas. “Agora, com operação policial quase todos os dias, fica difícil trabalhar aqui. Eu espero que nesse novo ano, o Estado não venha mais danificar minha fonte de renda. Porque está extremamente chato, está sendo prejudicial a mim e à minha família. É daqui que eu tiro meu sustento”, relata.

O sonho de reconstrução

Recomeçando mais uma vez, Mário conta com apoio de amigos para reerguer seu negócio e sonha em colocar uma estrutura para vender biscoitos e bebidas no local. E quem levantou a ideia é Alexandro da Conceição, de 35 anos, morador da favela do Gogó (Guadalupe) e amigo de longa data do comerciante. “A ideia é comprar um trailer para Mario conseguir trabalhar. A gente tá fazendo uma vaquinha para ajudar ele.” Alexandro, que também é criador do Cristo Redentor do Chapadão, disponibilizou seu PIX para levantar fundos para Mário, no PIX, no CPF 139.591.027-80 (Alexandro da Conceição), que sonha com dias melhores para a favela. “Gostaria muito de ver mais comerciantes por aqui. Só que o Estado vem aqui e derruba, quebra. Como ter uma paz assim? A gente quer ver coisas boas aqui no Chapadão”.

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