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Da Zona Norte à COP30: a trajetória de Gaio na luta por justiça ambiental

Jovem ativista transforma vivência na periferia em voz contra as desigualdades climáticas

Atualizado em 12/02/2026 às 12:02, por Fernanda Lima, Silvia Paixão e Rafael Costa.

Gaio na Cop30

 

Gaio Jorge de Paiva, de 26 anos, cria de Guadalupe e ativista ambiental, é prova de que a educação pode abrir caminhos antes impensáveis. Delegado a ir à COP30, no Brasil, conferência que reúne quase 200 países para negociar ações climáticas e sustentáveis, ele representou o bioma da Mata Atlântica e a sua comunidade.

O compromisso com a justiça ambiental é o que faz pulsar o coração do engenheiro de alimentos e produtor cultural, dedicado a promover mudanças nas periferias do Rio de Janeiro, regiões que mais sofrem com as alterações climáticas, a falta de saneamento básico e de ações governamentais, Gaio sentiu a necessidade de se movimentar e ir atrás de soluções para  o local onde cresceu e relata: 

“Eu me perguntava o que eu podia fazer para construir soluções. Via de muito perto os efeitos que a falta de mobilidade urbana, segurança pública, investimento em infraestrutura e a insegurança alimentar causavam não só em Guadalupe, mas também em outros territórios da Zona Norte da cidade.”

Gaio, que também é fundador do Coletivo Criação, acredita que não dá pra chegar longe sozinho, então reunir a juventude através de atividades culturais oferecidas em seu coletivo é mais uma ação em prol de conscientização ambiental que o ativista criou, para aproximar a juventude, pois, afirma ele: "A gente não pode permitir que o nosso futuro seja decidido por quem não se importa conosco, muito menos com o planeta.”

 

Gaio discutindo sobre meio ambiente com a população

Eleito entre 300 jovens de diferentes estados brasileiros, o Cria de Guadalupe junto de mais uma jovem, Amanda, foram os apontados a cumprir com a responsabilidade de ir a COP30, conscientizar mais jovens a viverem essa pauta, pois é necessário vozes e pressão de todos os estados. 

 “Em pleno ano de COP 30 no Brasil, a chamada “PEC da destruição” foi aprovada e quase desmontou o pouco da legislação ambiental que ainda protegia o bioma. Só foi possível reverter esse quadro a partir da pressão da sociedade civil organizada, que brigou muito para que isso não acontecesse.”

Gaio usa três fortes ferramentas para a mudar a realidade em que se perpetuou: cultura, arte e comunicação. Ao cruzar esses três com um viés político, ele elabora de forma lúdica uma mudança para o nosso meio ambiente do futuro e segue fortalecendo o seu legado para os próximos.