CineRua de Quinta leva cinema gratuito e debate cultural para Oswaldo Cruz
Iniciativa do Barão Festival estreia nesta quinta-feira (28) com exibição de filmes, bate-papo com diretores e proposta de aproximar o audiovisual da população da Zona Norte.
O Barão Festival, evento cultural de rua realizado em Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, estreia nesta quinta-feira (28) o projeto “CineRua de Quinta”, iniciativa que pretende transformar a Rua Barão de Jacuí em um espaço permanente de exibição de filmes, encontros culturais e troca de experiências através do audiovisual.
A programação começa às 18h, com DJ Hoffmann, seguida por sessão de filmes às 19h e bate-papo com os diretores convidados às 19h30. O evento é gratuito e acontece ao ar livre, próximo ao número 383 da Rua Barão de Jacuí.
O CineRua nasce dentro do Barão Festival, projeto conhecido por ocupar as ruas de Oswaldo Cruz com atrações culturais ligadas à música, arte, moda, gastronomia e audiovisual, valorizando a cultura suburbana e periférica.
Segundo a idealizadora do projeto, Rossandra Leone, a ideia surgiu após experiências anteriores de exibição comunitária de filmes em espaços públicos.
“Eu quis fazer uma sessão na rua para os moradores que não conseguiram ir à pré-estreia fechada. A experiência deu muito certo, mais do que eu imaginava, e comecei a perceber como o cinema podia aproximar as pessoas do território”, afirma.
A proposta do CineRua é acontecer mensalmente, criando uma programação contínua de cinema de rua em Oswaldo Cruz.
Além das exibições, o projeto também busca aproximar moradores dos próprios realizadores dos filmes apresentados.
“O principal objetivo é fazer com que os moradores entendam que a arte não é algo inalcançável. Existem pessoas como eles fazendo cinema, contando histórias parecidas com as deles”, destaca Rossandra.
A estreia contará com os filmes “Expresso Parador”, dirigido por JV Santos, e “Cidade Partida”, de André Martins. Após as sessões, o público poderá conversar diretamente com os diretores e convidados.
Para Rossandra, iniciativas como o CineRua também ajudam a enfrentar dificuldades históricas de acesso à cultura na Zona Norte.
“Muitas pessoas cresceram acreditando que cultura só existe em espaços fechados, caros e distantes. Quando o cinema acontece na rua, a pessoa pode parar, assistir, participar e se reconhecer naquele espaço”, explica.
A organizadora também destaca que o projeto busca fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o acesso da população periférica ao audiovisual.
O evento é aberto ao público e não precisa de inscrição prévia.












